terça-feira, 16 de novembro de 2010

Orgulho, desarme e lágrima – Saga 4

O beijo,
Inesquecível.
A traição ao Fuher,
Deixada de lado.
Parece que o coração militar,
Deu lugar ao verdadeiro
O verdadeiro coração do homem.
Existia alma humana dentro daquela farda.



O silêncio,
Divino.
Atrapalhado apenas
Pelo som dos corações.
Era ritmado,
Assim como
As respirações.

Um som apenas
Foi o suficiente para que o militar,
Por instinto e árduo treinamento,
Levantar-se de pronto e sacar sua pistola.
Mas a rigidez do braço do oficial
Foi facilmente dobrada.
A bela moça segurou seu braço.
Sem resistência os músculos relaxaram.
O soldado travou e guardou sua arma.




A mulher apenas olhou para o Coronel.
Aquele olhar calmo e sereno,
Ela não precisava falar,
Os olhos diziam muito.
Ele simplesmente deixava de ser
O temido Coronel Alemão,
Era apenas ele mesmo.
Aquele homem,
Voltava a ser o filho
Dos agricultores de Frankfurt.

Ela levantou-se,
Caminhou até o roupeiro a sua frente e abriu a porta.
Antes daquele olhar,
Nunca deixaria uma pessoa
Virar-lhe as costas,
Ou fazer qualquer movimento estranho.
Quantas vezes os judeus tentaram lhe matar.
Mas ela não.
Ela não lhe trazia qualquer instinto militar.
Com ela, ele sempre estava seguro.
Ele nunca seria atacado.

Quando ela se virou,
Uma surpresa!
Uma criança loira como um anjo.
Estava corada.
Logo ele pensou,
Será que algum dos corpos largados na entrada
Eram de um ex-marido?
Chegou a sentir aquele velho prazer.



Em suas veias,
Sentiu orgulho,
Pois suas tropas mataram
Seu oponente.
De qualquer forma,
Ninguém mais a tiraria dele.
Ele a salvara,
Ela o salvara.



No seu tcheco razoável,
De pronto ele perguntou:
“De quem era a criança?”
A moça, após um sorriso,
De forma serena respondeu
Que não sabia,
A criança fora deixada para sua família
Durante a correria da invasão.

Ele de forma desajeitada,
Pegou a criança no colo.
Estendeu seu braço para vê-la melhor.
Era rosado e loiro como um querubim.
Ao trazê-la para perto,
Para sentir seu cheiro.
Mas uma vez o amor venceu.



O orgulho militar do Coronel,
Mas uma vez foi quebrado.
Aquele querubim tcheco,
Passou seus braços em volta do pescoço do Militar.
Pela primeira vez desde o dia que entrou
Para a academia da SS
O jovem Coronel
Sentiu mais uma vez...
Qual era o sabor de uma lágrima.

8 comentários:

  1. Nossa, melhor a cada capítulo... mal posso esperar o próximo!!!
    Sensacional Glez... abraço brother!


    @imcarlosjunior

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  2. muito bom cara, viajo no seus textos ><

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  3. Hermoso poema de amor, dolor, fuerzas, odios, guerras insensatas, cumplimientos del deber y muerte....la vida es de verdad una amalgama de estas situaciones reales y no todo es del color del arco iris lleno de sol y belleza después de la tormenta.
    Nos deja la sensación de la miseria humana que a pesar de todas las experiencias traumáticas, el ser humano no aprende a vivir en sociedad en forma civilizada.
    Qué tristeza!
    Desde Chile, Fernando Rodríguez Guzmán @FRodriguezG

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  4. Orra Glez, maravilhosamente espetacular!
    Primeiro capitulo que leio e já me deu vontade de ler as histórias anteriores!

    parabéns mesmo!
    Abraçoos

    @aleksricetti

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  5. Gutierrez, cada vez melhor a história. Mas algo me diz que o coronel não terá vida fácil. Será?
    Já falei que dá roteiro de cinema, né?
    Abraços!

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  6. Perfeito querido...COmo sempre!!
    Vim aqui ontem e li, não comentei, não sei porque... acho que as palavras me faltaram...
    Mas eu leio seus textos, e as cenas do que tu escreve, se desenham em minha mente, como num filme...
    Adoro... sempre viajo quando te leio...
    E que bom que o amor sempre vence...
    Beijosssssssssssssssss

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  7. Essas histórias sempre são um misto de revolta e tristeza. Não há como não se deixar tocar.
    Abraços aos dois :)

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